Era um sábado estranho. O clima ainda lembrava o verão. Mas havia algo nos céus da região que, apesar da incredulidade da maioria, despertou a atenção do engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho, na Epagri à época.
Desde sexta-feira, dia 26, Coutinho alertava sobre a chegada de um furacão na região da Amesc, fenômeno até o momento inédito no país. O aviso, tratado com incredulidade pelos colegas climatologistas, tornou-se realidade.
Na noite de sábado, 27 de março e madrugada de domingo (28), moradores de Sombrio, Balneário Gaivota, Araranguá, Balneário Arroio do Silva e tantas outras cidades, vivenciaram um verdadeiro terror em forma de ventos apocalípticos.
Sem ter para onde ir, a maioria dos residentes de Balneário Gaivota buscaram abrigo no Hotel Maria Rita, no centro de Sombrio. Cada metro quadrado do antigo Hotel, era disputado por pessoas apavoradas. Elas estavam perdidas, sem rumo. Só restava aguardar a chegada do furacão – batizado Catarina.
E ele veio, com velocidade de até 180 km/h, destruindo tudo pelo caminho. O som, semelhante ao motor de uma motocicleta se misturava ao barulho de telhas e cacos de vidro se chocando ao solo.
Após horas de aflição, o resultado: 11 mortos, 78 feridos e moradores traumatizados. Embora a explicação para o fenômeno ainda seja discutível, ele já aconteceu. Portanto, nada impede que se repita.
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