O Instituto Quaest realizou pesquisa de intenção de votos com foco na disputa pelo Governo do Estado de Santa Catarina e pelo Senado Federal. O levantamento foi contratado pela NSC e ouviu 804 pessoas, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, e tem nível de confiança de 95%.
Na pesquisa estimulada para governador, o candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL) aparece com 50% das intenções de voto. João Rodrigues (PSD) tem 17%. Gelson Merísio (PSB) figura com 4%. Marcos Sodré (PSTU) tem 2%, Marcelo Brigadeiro (Missão), Lais Chaud (UP) e Bruno Pedreiro (PCO) aparecem com 1% cada. Ralf Zimmer (PRD) não pontuou. Os eleitores indecisos somam 16%. Outros 8% votariam em branco, nulo ou dizem que não pretendem votar se a eleição fosse hoje.
A Quaest simulou dois cenários para um possível segundo turno nas eleições para governador em Santa Catarina. No primeiro, o Instituto perguntou aos eleitores em quem eles votariam caso os candidatos fossem Jorginho Mello e João Rodrigues. Neste cenário, Jorginho aparece com 56% das intenções de voto. João Rodrigues soma 24%. Outros 12% estão indecisos e 8% votariam em branco, nulo ou não iriam votar.
No segundo cenário, os eleitores responderam em quem votariam em um possível segundo turno entre Jorginho Mello e Gelson Merisio. O governador Jorginho aparece com 63% e Merisio com 16%. Os eleitores indecisos somam 11%, e 10% votariam em branco, nulo ou não iriam votar.
O instituto perguntou também sobre a atual gestão do governador Jorginho Mello. Para 57% dos eleitores, o governo é avaliado como positivo. Para 29%, a avaliação é regular, enquanto 9% consideram que o trabalho do governador é negativo. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder.
Sobre a aprovação da gestão de Jorginho Mello, 70% aprovam o trabalho do governador, 19% desaprovam e 11% não souberam ou não quiseram responder.
A Quaest ainda pesquisou a intenção de voto para o Senado. No dia 4 de outubro, os catarinenses vão às urnas para escolher dois senadores, que terão mandato de 8 anos. O Instituto perguntou aos eleitores em quem eles votariam para o primeiro voto e, depois, para o segundo voto.
Como a escolha para o Senado é feita pelo sistema majoritário simples, em que os dois candidatos mais bem votados ficam com as duas vagas, a Quaest também somou a combinação de todos os votos. Diante da soma, Esperidião Amin (PP) lidera a corrida ao Senado, somando 19% na combinação de votos totais. Carlos Bolsonaro (PL) tem 16%. Carol De Toni (PL) soma 12% na combinação de votos totais. Décio Lima (PT) aparece com 9%. Afrânio Boppré (PSOL) e Antídio Lunelli (MDB) têm 2% cada. Túlio Amorim (Missão), Ana Lúcia Machado (UP), Joaninha de Oliveira (PSTU), Carol Santana (PCO), Marlene Soccas (UP) e Jefferson Rocha (PRD) aparecem empatados com 1% cada. Os indecisos somam 23%. Os que votariam em branco, nulo ou não votariam representam 11%.
A pesquisa foi contratada com exclusividade pela NSC e registrada no TSE com os protocolos SC-00517/2026 e BR-07160/2026.
𝗙𝗜𝗡𝗔𝗜𝗦
A pesquisa aponta uma vantagem robusta de Jorginho Mello, mas o resultado não significa uma eleição definida. Os 50% na estimulada colocam o governador em posição confortável, enquanto João Rodrigues, com 17%, ainda precisa ampliar significativamente seu eleitorado. O dado mais relevante é a combinação entre intenção de voto e avaliação da gestão: 70% aprovam o governo e 57% o consideram positivo. Ainda assim, os 16% de indecisos representam um contingente capaz de alterar o cenário, embora a vantagem nos dois cenários de segundo turno revele hoje uma dificuldade maior para a oposição. Em resumo, Jorginho até pode vir a ser ameaçado, mas isto é extremamante difícil de acontecer.
Já a corrida ao Senado apresenta um quadro extremamente mais imprevisível. Esperidião Amin lidera a soma dos votos, com 19%, mas a diferença para Carlos Bolsonaro, com 16%, e Carol De Toni, com 12%, é relativamente pequena diante da margem de erro de 3 pontos. Além disso, 23% dos eleitores estão indecisos, percentual este que é maior que o próprio que de quem lidera a corrida senatorial. Como são duas vagas e cada eleitor terá dois votos, estratégias de voto combinado, transferência de apoios e capacidade de mobilização podem ser decisivas, o que é uma ameaça para Amim, já que há uma tendência de dobradinha entre Carlos e Carol. O cenário, portanto, permanece aberto.




