Um homem de 57 anos, acusado de estupro de vulnerável, em Araranguá (abusou da neta de 6 anos), foi preso na tarde de sexta-feira (14), na cidade de Ipiranga, Paraná, após meses de buscas.
O inquérito policial, que apura o caso, tramita na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Araranguá, onde os fatos ocorreram.
Conforme a delegada da DPCAMI, Eliane Chaves, o suspeito e a esposa, avó da criança, moravam em Araranguá na época dos fatos, mas, também tinham residência em Içara. “Porém, logo depois da denúncia [feita por familiares da vítima], acabaram mudando para local incerto”, destacou.
Após familiares da menina denunciarem o fato na Central de Plantão Policial (CPP) de Criciúma, o caso foi encaminhado para a DPCAMI de Araranguá, porque à época o suspeito morava na cidade das Avenidas, e a neta em Criciúma.
“As investigações confirmaram a acusação e revelaram que o suspeito, logo após a denúncia, havia se mudado de Içara, onde residia, para local incerto, na tentativa de evadir-se da Justiça”, explicou a delegada.
Diante da gravidade do caso e da fuga do suspeito, a delegada Eliane Chaves representou pela prisão preventiva do acusado, em dezembro passado. O pedido foi aceito pela Justiça, que expediu o mandado de prisão.
“A equipe da DPCAMI de Araranguá realizou diversas diligências para cumprir o mandado de prisão, e após receber informações de que o foragido poderia estar no estado do Paraná, estabeleceu contato com a Polícia Civil paranaense”, destacou Eliane, acrescentando que a troca de informações entre as equipes policiais foi crucial para a localização e a captura do suspeito.
PRESO NA SEXTA-FEIRA (14)
Conforme a delegada, na tarde de sexta-feira (14), policiais civis do Paraná, coordenados pelo delegado Juarez Filho, prenderam o homem na cidade de Ipiranga, localizada a 60km de Ponta Grossa. Atualmente, ele está à disposição da Justiça e poderá ser interrogado sobre as acusações a respeito.
Contudo, Eliane Chaves salientou que, em breve ele será conduzido a Araranguá, onde o crime foi praticado. “Ele vai para o sistema prisional [do Paraná] e depois será recambiado para cá [Araranguá], local onde vai tramitar a ação penal”.
O inquérito policial será concluído em até 10 dias e remetido ao Poder Judiciário. A prisão do foragido demonstra a importância da colaboração entre as polícias de diferentes estados e a eficácia da troca de informações entre os órgãos de segurança pública.




