Dos 15 prefeitos da região da Amesc, treze estão aliados ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Outros dois estão aliados a candidatura governamental do ex-prefeito de Chapecó, João Rodriges, por questões partidárias. São eles, o prefeito de Balneário Arroio do Silva, Jorge Luiz Freitas, e o de Maracajá, Anibal Brambilla, ambos filiados ao PSD de João Rodrigues.
Os prefeito de Araranguá, César Cesa; de Turvo, Heriberto Schmidt; de Jacinto Machado, Sander Just; e a prefeita de Sombrio, Gislaine Dias da Cunha, todos do MDB, estão aliado a Jorginho Mello, a exemplo dos prefeitos do Progressistas, Alex Bianchin, de São João do Sul; Fanica Machado, de Praia Grande; Valmir Rodrigues, de Passo de Torres; Kéio Olivo, de Morro Grande, e Belinha Manfiollette, de Timbé do Sul. É interessante observar que tanto o MDB quanto o Progressistas estão aliados, oficialmente, a João Rodrigues, mas os prefeitos dos dois partidos, em nossa região, hipotecaram apoio a Jorginho Mello.
Afora eles, o governador também está recebendo apoio dos prefeitos de Balneário Gaivota, Kekinha dos Santos, e de Santa Rosa do Sul, Almides da Rosa, ambos filiados ao Republicanos, legenda que é um apêndice do PL em Santa Catarina. Já, de forma natural, os prefeitos de Meleiro, Anderson Scarduelli, e de Ermo, Paulinho Della Vechia, ambos filiados ao PL do governador, estão, por óbvio, aliados a ele.
Nenhum outro candidato a governador teve espaço para fazer proposições aos prefeitos da região. Não há sequer um vice-prefeito que seja filiado a algum partido dos demais candidatos.
Este alinhamento da absoluta maioria dos prefeitos com Jorginho Mello não se dá à toa, e tampouco isto foi construido agora, no período eleitoral. O governador vem amarrando os prefeitos a sua gestão há pelo menos dois anos, através de repasses e convênios sistemáticos, com a maioria destes ainda carecendo de liquidez. Ninguém está sendo obrigado a apoiar o governador para receber saldos restantes de convênios, ou tampouco há o condicionamento de novos recursos ao resultado das urnas. Todavia, em política, isto é algo totalmente trivial.
Mas o que de fato mais empurra os prefeitos para cima de Jorginho é a falta de perspectiva de eleição de João Rodrigues, seu principal oposicionista. O ex-prefeito chapecoense não conseguiu reunir os predicados necessários para disputar o pleito governametal de igual para igual, principalmente porque o MDB e o Progressistas estão com ele apenas no papel. Soma-se a isto as dissidências dentro do próprio PSD e a falta de um projeto nacional, empolgante, que possa estar sintonizado com o estadual.
Finais
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina julgou improcedentes duas representações movidas pelo Partido Liberal contra a pré-candidata a deputada federal Giovana Mondardo (PCdoB), vereadora em Criciúma. O partido questionava o impulsionamento pago de publicações nas redes sociais com críticas direcionadas à deputada federal e pré-candidata à reeleição Júlia Zanatta (PL), que também é de Criciúma. As postagens continham uma foto de Júlia Zanatta marcada com um “X” e frases como “Pela Cassação de Julia Zanatta – Assine Já”, “Fora Julia Zanatta” e “Julia Zanatta ultrapassou todos os limites”.
Para rejeitar os pedidos, o desembargador eleitoral substituto Marcelo Carlin fundamentou a decisão na nova jurisprudência do TRE-SC, que estabelece que a mera crítica política, o desconforto eleitoral ou a reprodução de fatos não configuram, por si sós, propaganda negativa ilegal passível de veto ao impulsionamento, desde que não haja ofensa à honra, desinformação, discurso de ódio ou imputação de fatos inverídicos. O relator classificou a ação do PL como genérica e ressaltou que a alegação de “viés negativo” é insuficiente para proibir a divulgação, pois o conteúdo não se enquadrava nas proibições da legislação eleitoral.




