InícioPolíticaRolando Christian Coelho | MDB do Sul quer candidatura própria

Rolando Christian Coelho | MDB do Sul quer candidatura própria

Militância do MDB do Sul de Santa Catarina, ouvida pelo comando estadual do partido, se manifestou amplamente favorável a uma candidatura própria da legenda, ao Governo do Estado, nas eleições deste ano. Os emedebistas foram consultados a respeito do destino do partido nos municípios de Araranguá, Criciúma e Tubarão, em encontros realizados de forma regional ao longo dos últimos dias. No encontro promovido em Araranguá, 65% da militância opinou por candidatura própria. Outros 23% defenderam a tese de compor com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), indicando o candidato a vice dele, e 11% concordaram em apoiar o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), mesmo sem fazer parte de sua majoritária. Uma aliança com a esquerda, indicando o candidato a vice de Gelson Merisio (SD), foi defendida por 1% dos emedebistas ouvidos em nossa região.
Já no encontro regional de Criciúma, 56% defenderam candidatura própria, 26,5% defenderam indicar o vice de João Rodrigues e 16% disseram aceitar apoiar Jorginho Mello de forma branca. Os que defenderam indicar o vice de Gelson Merísio (SD) somaram 1,5%.
No encontro de Tubarão, 58% defenderam candidatura própria, 31% opinaram por indicar o vice de João Rodrigues, 9,5% opinaram por apenas apoiar o governador Jorginho Mello, e 1,5% se disseram simpáticos a compor com Gelson Merísio.
A tese de candidatura própria tem sido amplamente defendida pelas bases do MDB em todas as reuniões regionais realizadas até agora. No Oeste, Meio-Oeste e região Serrana o percentual dos defensores deste desejo foi, em média, de 64%. Neste sentido, o candidato preferido para concorrer ao Governo do Estado pelo MDB é o deputado estadual Antídio Lunelli. O segundo mais preferido é o deputado federal e presidente estadual do partido, Carlos Chiodini. Antídio, pela média, tem recebido o dobro de votos de Chiodini. Esta mesma proporção foi constatada em nossa região.
Especificamente no Sul do Estado, o nome mais cotado para concorrer como candidato a vice de Antídio Lunelli é o do deputado estadual Volnei Weber, que não disputará à reeleição e já se colocou a disposição para uma eleição majoritária.
Os emedebistas também têm sido ouvidos em relação a eleição nacional. Pela média, até agora, 42% defendem o apoio a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Outros 18% defendem apoio à candidatura de Ratinho Júnior (PSD) e 14% defendem apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula. Para 25% dos emedebistas, o partido deve se manter neutro em relação a eleição presidencial. Tais percentuais se referem aos encontros regionais realizados até agora, mas eles estão só na metade. É muito provável que depois que forem realizados os encontros regionais no Norte do Estado, o percentual por uma candidatura própria do partido, tendo Antídio Lunelli como candidato ao governo e alinhamento com Flávio Bolsonaro, subam de forma substancial.
Finais
  • Presidente estadual do Progressistas, Leodegar da Cunha Tiscoski, diz que não existe a mínima chance de o senador Esperidião Amin concorrer como candidato a vice do governador Jorginho Mello nas eleições deste ano. De acordo com Leodegar, o senador manterá seu projeto de disputar à reeleição, independentemente de quaisquer outras candidaturas ao Senado por Santa Catarina. Esta situação poderá render uma tremenda dor de cabeça ao Progressistas catarinense. Isto porque a federação União Progressistas, da qual o partido faz parte, está fortemente imbuída do desejo de apoiar o projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Caso Ratinho Júnior, do PSD, também seja candidato à Presidência, a federação não poderia apoiar a candidatura ao Governo do Estado de João Rodrigues, que também é filiado ao PSD. Precisaria se alinhar com Flávio e Jorginho, ou lançar projeto autoral, apoiando apenas Flávio.
  • Em um cenário como este, o alinhamento com Jorginho Mello seria praticamente impossível, já que o Progressistas quer reeleger Esperidião Amin, e o governador terá como seus candidatos ao Senado, provavelmente, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos filiados ao PL. O caminho natural da federação, então, seria o lançamento de um projeto majoritário autoral, que poderá, ou não, ter candidato ao governo. Pelo que está se esculpindo, em princípio a federação lançaria apenas candidatos ao Senado, liberando seus filiados e simpatizantes para votar em quem quisessem ao Governo do Estado, e indicando voto a Flávio Bolsonaro no que diz respeito à Presidência da República. Trata-se de uma situação complexa, pois Amin pediria voto para Flávio, mas não pediria para Jorginho, pois isto reforçaria as candidaturas de Carol e Carlos, que seriam seus adversários mais do que diretos na busca de uma vaga ao Senado.
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