Três anos após o início do conflito, o presidente russo, Vladimir Putin, manifestou-se novamente sobre a possibilidade de negociações, propondo um encontro com a Ucrânia nesta quinta-feira (15), na Turquia, conforme o jornal russo independente The Moscow Times.
A iniciativa surge no dia seguinte à visita de líderes da França, Alemanha, Reino Unido e Polônia a Kiev, onde teriam alertado para a necessidade de um cessar-fogo imediato de, no mínimo, 30 dias, sob pena de novas sanções a Moscou.
Desde 2022, tentativas de diálogo entre Rússia e Ucrânia falharam, principalmente pela recusa russa em retirar suas tropas de territórios ocupados. Putin agora expressaria a intenção de discutir as “raízes do conflito”, abordagem que, para o Kremlin, incluiria críticas à expansão da OTAN. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prioriza a interrupção dos bombombardeios e o estabelecimento de confiança antes de debater o futuro.
A proposta russa conta com apoio da Turquia, que se ofereceu para sediar o encontro. Líderes europeus reagiram com cautela, com o presidente francês, Emmanuel Macron, descrevendo-a como um “primeiro passo, mas insuficiente”. Em contraste, Donald Trump elogiou-a como um “grande dia”, e o novo Papa Leão XIV incluiu o conflito ucraniano em seu primeiro apelo pela paz mundial.



