Um facho da história de Sombrio se apagou. Faleceu nesta madrugada, aos 103 anos, o senhor José Jacob Pereira, o popular Zé Jacó. Ele era a memória viva da gênese do município, a última testemunha ocular do ato de instalação de Sombrio, em 2 de abril de 1954.
Zé Jacó chegou ao então distrito na década de 1940, ao lado do cunhado Martinho Reitz, irmão do visionário padre João Reitz. Sua trajetória se entrelaça com o desenvolvimento econômico e político da cidade. Das suas mãos, que primeiro labutaram em uma fábrica de cachaça e depois em uma serraria, também brotou a força para lutar pela emancipação, consolidada em 1953.
Com a partida de Zé Jacó, encerra-se um capítulo fundamental da crônica sombriense. Fica o legado de um homem que não apenas viu a cidade nascer, mas que, com seu trabalho e engajamento cívico, ajudou a erguer os alicerces de um sonho coletivo. Sombrio, hoje, reverencia o pioneiro e se despede do último de seus fundadores.




