InícioPolíticaRolando Christian Coelho | Sete majoritárias são homologadas em SC

Rolando Christian Coelho | Sete majoritárias são homologadas em SC

O tabuleiro político de Santa Catarina para as eleições de 2026 está oficialmente completo após o encerramento das convenções partidárias, que definiram as chapas majoritárias na corrida pelo governo estadual, pela vice-governadoria e pelas duas cadeiras em disputa no Senado Federal. O cenário revela desde grandes coalizões tradicionais até chapas puras e frentes inéditas de esquerda e direita, moldando uma das disputas mais polarizadas e pulverizadas da história recente do Estado.

Pela base governista, o atual governador Jorginho Mello (PL) teve sua candidatura à reeleição homologada em uma ampla aliança que reuniu nove partidos no sábado, em São José, contando com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), foi confirmado como candidato a vice-governador, enquanto a chapa ao Senado aposta nos nomes de Carlos Bolsonaro (PL) e da deputada federal Carol de Toni (PL). Do outro lado do espectro conservador e de centro, PSD, MDB e a Federação União Progressista uniram forças em torno do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que terá o deputado federal Carlos Chiodini (MDB) como vice. Para o Senado, a coligação confirmou os nomes do já senador Esperidião Amin (PP) e do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB).

Em contrapartida, os partidos sintonizados diretamente com a gestão do presidente Lula da Silva (PT) formaram a maior coalizão de centro-esquerda e esquerda já vista no Estado. O chamado Campo Democrático, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, oficializou o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio (PSB) como candidato ao governo, tendo a ex-deputada Angela Albino (PDT) como candidata a vice. A estratégia para o Senado uniu o ex-deputado federal Décio Lima (PT) e o vereador de Florianópolis Afrânio Boppré (PSOL) na tentativa de ocupar as duas vagas em disputa e fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solo catarinense.

A disputa também conta com candidaturas alternativas e de partidos que optaram por voo solo. O partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre, homologou o empresário e ex-lutador de MMA, Marcelo Brigadeiro, ao governo, tendo Coronel Rodrigues como vice e Túlio de Amorim ao Senado. A Unidade Popular (UP) oficializou uma chapa inteiramente feminina ao Executivo, encabeçada por Laís Chaud e Nathália Melo como candidatas ao governo e a vice, além de Ana Lúcia da Silveira e Marlenne Soccas na disputa senatorial. Já o PSTU confirmou o professor Marcus Sodré para o governo, com Tatiane Pasdiora como vice, e Joaninha de Oliveira e Marcos Dorval ao Senado. Fechando o quadro, a Federação Renovação Solidária, composta pelo PRD e pelo Solidariedade, lançou o defensor público Ralf Zimmer (PRD) ao Executivo estadual, com o nome do vice ainda em aberto, tendo Jeferson Rocha e Fabiano da Silva como postulantes ao Senado.

Com os nomes definidos e as alianças sacramentadas, os partidos têm agora o desafio de oficializar os registros junto à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A partir do dia 16 as campanhas já podem ganhar as ruas.

Vale lembrar que as convenções seguem até a próxima quarta-feira, dia 5, e que até lá novas candidaturas surpresa podem surgir.

Finais

No que diz respeito a presença do Sul do Estado na majoritária, ela ficou restrita a presença da histórica militante de esquerda, Marlene Soccas, de 91 anos, como candidata ao Senado pela Unidade Popular, de Criciúma, e também do deputado estadual Volnei Weber, do MDB de São Ludgero, como candidato a primeiro suplente do projeto de reeleição do senador Esperidião Amin (PP). Em relação a Volnei, o interessante da história é que ele é um antigo rival do Progressistas na região de Tubarão, e agora dividirá palanque com Amin, maior líder do partido no Estado.

Para garantir que teria total controle sobre a convenção estadual do Progressistas, o senador Esperidião Amin a marcou para sexta-feira, dia 31, um dia antes da convenção que homologaria a majoritária de João Rodrigues (PSD) ao governo. Se algo saísse do controle, a executiva nacional do partido, sob o comando de Ciro Nogueira, interferiria no partido em Santa Catarina, entregado, via Brasília, o CNPJ do Progressistas para Amin. Sem saída, os aliados de Jorginho Mello dentro do partido acabaram entregando eles próprios o CNPJ para Amin, que no outro dia coligou com PSD e MDB.
spot_img

RELACIONADOS